Vini Júnior e Virgínia: uma análise interseccional sobre publicidade, masculinidades e expectativas de gênero

Por Rafaella Mayra Morais dos Santos e Vinícius Lucena de Oliveira*


FICHA TÉCNICA

Campanha: A paixão de Vini Jr.
Ano de lançamento: 2025
Agência/Criação: Lean Agenc
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Ano de produção: 2025 
Classificação: Livre
Gênero: Publicitário
Duração: 30 segundos
País de Origem: Brasil


O encontro entre uma das maiores personalidades do cenário esportivo contemporâneo e uma das mulheres mais influentes nas redes sociais digitais, Vinícius Júnior e Virgínia Fonseca, repercutiu de diversas maneiras, da produção de conteúdos mercadológicos à veiculação de memes e comentários atravessados por aspectos ligados a marcadores raciais e de gênero. A exposição dos primeiros momentos do relacionamento, assim como seus desdobramentos, mobilizou, entre outros grupos, o público consumidor de futebol.

Habituado às dinâmicas mercadológicas que atravessam o esporte mais popular do país, esse público acompanhou a incorporação da vida privada do casal em estratégias publicitárias e, ao mesmo tempo, a reprodução de narrativas ancoradas em estruturas simbólicas que contribuem para a manutenção de lugares socialmente atribuídos a homens e mulheres. O episódio em questão evidencia como o futebol e as redes sociais, enquanto espaços privilegiados de produção e circulação de sentidos na sociedade brasileira, operam de modo a, simultaneamente, refletir e reforçar estruturas sociais hierárquicas. 

Fonte: Reprodução Vini Jr e Virgínia/Instagram

Um dos conteúdos produzidos a partir do anúncio do novo relacionamento teve um caráter comercial explícito. Divulgado logo após a confirmação dos rumores que apontavam um affair entre o atleta do Real Madrid e a influencer (o que fez com que vários internautas questionassem a organicidade do namoro), a peça publicitária, construída pela Bet Nacional, empresa do ramo de apostas esportivas, é um vídeo de pouco mais de 15 segundos protagonizado por Vinícius. No vídeo, o jogador resolve “se declarar para o Brasil inteiro ver” para “aquela companheira fiel que topa tudo”. “Me declarar pro Brasil inteiro ver. Me declarar para ela que eu aprendi a tratar com muito carinho. Ela, que é do tipo detalhista, mas pra ser sincero, eu gosto. Aquela companheira fiel que topa tudo. Quase todo brasileiro já se apaixonou por ela”, diz Vini Jr. 

O vídeo mobiliza, ainda, enquadramentos e elementos cênicos que contribuem para que se estabeleça uma relação com uma declaração de amor convencional. Inicialmente em plano fechado, Vinícius fala diretamente com a câmera, de forma pausada e com um tom afetivo. Até o momento em que é revelado o suposto elo romântico do astro do Real Madrid, não são mostrados elementos que remetam, explicitamente, ao universo futebolístico, o que dá força ao caráter ambíguo da narrativa.

A virada vem logo após, quando é revelado que o texto consiste, na verdade, em uma declaração de amor à bola de futebol, instrumento de trabalho da estrela do comercial, e não de uma confissão relacionada ao namoro com Virgínia, fato que, à época da divulgação do vídeo, dominava as páginas de fofocas e entretenimento, gerando um buzz que se traduzia em comentários, curtidas e compartilhamentos. 

Com o romance de pano de fundo, o comercial da Bet Nacional superou a marca de 169 mil visualizações no Instagram e ocupou, no dia 28 de outubro de 2025, um lugar considerado nobre na publicidade brasileira: o intervalo do Jornal Nacional, carro-chefe do jornalismo da TV Globo. Illouz (2011) defende o conceito de capitalismo afetivo para descrever as práticas capitalistas contemporâneas associadas à afetividade. Diante do caráter transmidiático do mercado publicitário contemporâneo (Zeiser, 2015) e do papel das plataformas digitais como agências de produção e consumo, a intensificação das expressões de afetividade nos ambientes digitais tende a ampliar a visibilidade e potencializar o engajamento das figuras públicas e marcas. 

Fonte: Reprodução Bet Nacional/Instagram

A construção de expectativas de gênero na publicidade

Ao explorar a ambiguidade, a peça publicitária mobiliza adjetivos como “companheira” e “detalhista”, que, embora direcionados ao objeto esportivo, também evocam atributos historicamente associados à imagem feminina, principalmente diante do contexto de divulgação da campanha. Tal estratégia evidencia a permanência de estereótipos de gênero, acionados de forma sutil para potencializar o engajamento da marca. Apesar das campanhas publicitárias contemporâneas não reproduzirem, de forma explícita, os conceitos da feminilidade enfatizada (Connell, 2015), nos quais a mulher é restrita e inferiorizada ao espaço doméstico, ainda persistem atualizações desses padrões através dos atributos simbólicos, estéticos e comportamentais que continuam associando o feminino a valores como cuidado, sensibilidade e suporte emocional.

Pinto-Coelho e Mota-Ribeiro (2012) analisam as representações que cercam a figura do casal heterossexual no campo da publicidade. Destacando a sexualidade e o gênero como “instrumentos úteis” no âmbito da comunicação persuasiva, as autoras afirmam que uma das estratégias utilizadas em anúncios é a chamada “narrativização da heterossexualidade”, que consiste no emprego de “imagens narrativas em que se contam histórias sobretudo ligadas à vida erótico/sexual e romântica do ‘casal heterossexual’” (Pinto-Coelho; Mota-Ribeiro, 2012, p. 213). Analisando imagens e discursos não-verbais, as autoras encontram elementos que apontam para o lugar do homem como um lugar de agência, com papel ativo dentro da relação. No comercial da Bet Nacional, apesar da presença da mulher não ser explícita e estar limitada à intertextualidade, podemos observar traços que reforçam essas construções: o homem tem a agência (se declara “para o Brasil inteiro ver”) e a figura feminina, ainda que elipsada, aparece como “a companheira fiel que topa tudo”.

A peça publicitária em questão estabelece, ainda, um diálogo com a movimentação dos perfis de Vinícius e Virgínia nas redes. Na maioria dos posts, o atleta reproduz determinados arquétipos que acabam por reforçar papéis sociais comumente atribuídos ao exercício de masculinidades normativas. Vini Jr. aparece como uma personalidade que explora o amor romântico, de modo a atender padrões característicos de relacionamentos cisheterossexuais, como o do homem provedor, que parece assumir toda a agência na dinâmica da relação. A partir do anúncio do relacionamento, a imagem da influenciadora passou a ser associada à figura do companheiro, uma figura masculina. Como argumenta Valeska Zanello (2018), o ideal do amor romântico se baseia na subjetivação das mulheres na cultura sobretudo patriarcal e cisheteronormativa, na qual “as mulheres se subjetivam, na relação consigo mesmas, mediada pelo olhar de um homem que ‘as escolham’” (Zanello, 2018, p. 8). 

Dessa forma, ainda que Virgínia Fonseca possua o capital simbólico de autonomia financeira e se configure em um local de privilégio social, sua autoimagem, bem como a forma como é publicamente percebida nas redes sociais são atravessadas pela presença e validação de parceiros afetivos. Isso se evidencia na forma como a influenciadora mobilizou, em diversas ocasiões, a opinião masculina como elemento validador da sua aparência; em fevereiro de 2026, prestes a desfilar como Rainha de Bateria do Acadêmicos do Grande Rio, Virgínia reproduziu um suposto comentário de Vini Jr. sobre o figurino utilizado no Carnaval:  “Vini até brincou: ‘Assim não’. Brincadeira, ele sempre me elogia”. Ainda que possua um tom jocoso, a fala reproduz o olhar masculino como regulação do corpo feminino, reafirmando a construção da imagem da influenciadora em uma lógica de aprovação masculina. 

Além disso, o arquétipo do homem provedor também é explorado nas publicações das redes sociais da influenciadora que destacam os presentes do jogador. Para além da exibição de poder econômico e um estilo de vida associado ao luxo, esses registros operam simbolicamente na lógica hegemônica de papéis de gênero, nos quais o homem é posicionado como responsável por prover materialmente, enquanto à mulher é atribuído o lugar de quem recebe e retribui como forma de cuidado. Como é observado em postagem do Vini Jr. em homenagem ao aniversário da Virgínia, em : “Você merece as melhores coisas deste mundo. Especialmente saúde, para que possa cuidar dos seus filhos, da sua família, da sua empresa e do Vini, né”.

A mulher como ameaça ao desempenho do homem

A recorrente associação da imagem feminina ao cuidado e à performance masculina é mais uma expressão das hierarquias de gênero que perpassam o convívio social no contexto contemporâneo. Um exemplo disso aparece em um debate esportivo exibido no canal BandSports, em janeiro de 2026, no qual comentaristas questionam o rendimento de Vini Jr. e afirmam que “ele deve estar fazendo mais gol em casa do que no gramado”. A fala reforça a objetificação e sexualização feminina, deslocando a responsabilidade do desempenho do atleta à esfera privada e delimitando a presença da mulher ao campo da sexualidade. Na ocasião, os comentaristas também realizam associações das performances esportivas de jogadores em diferentes épocas da história do futebol com seus respectivos relacionamentos amorosos, como Ronaldo Fenômeno e Garrincha, reforçando a perspectiva cisnormativa de subjetivação da mulher através do olhar masculino.

Veiculado pela imprensa especializada, o discurso em questão ganha viés de legitimidade. Outros veículos, como a CNN Esportes, chegaram a publicar matérias associando um mau desempenho do atleta homem à figura da mulher. Destacando uma “seca” de gols na temporada e usando o mote “azar no jogo, sorte no amor”, o veículo publicou uma matéria intitulada “Na seca? Vini Jr. marcou apenas um gol após suposto affair com Virginia”. 

De acordo com Teresa de Lauretis (1984, p. 229), a subjetividade feminina reside na “experiência do gênero, os efeitos de significado e as auto-representações produzidas no sujeito pelas práticas, discursos e instituições socioculturais dedicados à produção de homens e mulheres”. Com isso, as reproduções de discursos hegemônicos colaboram com a perpetuação das dinâmicas de poder ancoradas na heteronormatividade e, de acordo com a autora, estabelecem o distanciamento das concepções hierárquicas de gênero é uma construção proposta “de fora do contrato social heterossexual” (Lauretis, 1984, p. 228). Há a necessidade de desvincular os papéis de gênero da normatividade, que associa a imagem feminina à objetificação e hipersexualização. 

É importante ressaltar que a influenciadora Virgínia também mobiliza padrões hegemônicos, na medida em que é caracterizada por uma mulher branca, loira e magra. Conforme aponta Naomi Wolf (1992), o “mito da beleza” possui um caráter universalizante da beleza feminina, visto que “as mulheres devem querer encarná-la, e os homens devem querer possuir mulheres que a encarnem” (Wolf, 1992, p. 15). A partir de uma análise interseccional, compreende-se que “o modelo estético de mulher é a mulher branca” (Carneiro, 2003, p. 50), portanto, embora Virgínia seja alvo de discursos estereotipados, ainda corresponde a um padrão estético dominante e socialmente legitimado.

A (re)configuração das masculinidades negras na trajetória de Vinícius Júnior

Outro aspecto indissociável é a incidência do marcador racial, que marca (na maioria das vezes negativamente) a trajetória profissional de Vinícius Júnior. Os recorrentes casos de racismo nas arquibancadas espanholas e nas redes sociais acabam por moldar a experiência de Vini Jr. enquanto homem negro no esporte, já que, diante das violências que o atingem, ele assume uma voz ativa na luta antirracista. Esse movimento, paradoxalmente, pode também abrir espaço para vulnerabilidades; Patrícia Hill Collins e Sirma Bilge (2021, p. 30) apontam que “a percepção de pertencimento a um grupo pode tornar as pessoas vulneráveis a diversas formas de preconceito”. 

Imerso em um contexto de um relacionamento interracial, o homem negro também se vê em um ciclo de violências. Tais violências se manifestam a partir de discursos que usam a estereotipagem para aludir a uma “desumanização sexual” (hooks, 2022) ou a partir da pressão gerada pelas próprias estruturas patriarcais e racistas que também incidem sobre as personalidades dos homens negros. Fanon (2023), em Pele Negra, Máscaras Brancas, discorre sobre as imagens de controle que associam o corpo negro masculino à primitividade, à hipersexualização e a uma virilidade exacerbada. 

No TikTok, a relação interracial entre Vinícius e Virgínia foi tema de diversos vídeos de caráter humorístico. Uma simples busca pelas palavras-chave “Vini”, “Virgínia” e “Meme” nos apresentou uma variedade de conteúdos cujo elemento motivador é o estereótipo racial negativo. Utilizando de estratégias que vão da desumanização à hipersexualização (com o homem negro sendo colocado, inclusive, em contraposição à figura do homem branco em alguns deles), os memes retomam discursos violentos e hierarquizantes que foram fixados no imaginário popular e que, ciclicamente, reaparecem na cultura, nas redes e nas interações sociais mais corriqueiras (Hall, 2006; Fanon, 2023; hooks, 2022). Tais discursos podem, segundo bell hooks, incidir sobre os processos de construção de subjetividades de pessoas negras.

Em “A gente é da hora” (We Real Cool), obra que traz importantes colaborações para os estudos acerca das masculinidades negras, a autora argumenta que “estereótipos negativos sobre a natureza da masculinidade negra continuam a se sobrepor às identidades que os homens negros possam criar para si próprios” (hooks, 2022, p. 33). Sobre os efeitos da estereotipagem, hooks (2022, p. 33) completa:

raros são os homens negros que recusam tal categorização, pois o preço da visibilidade no mundo contemporâneo da supremacia branca é que a identidade masculina negra seja definida em relação ao estereótipo, seja incorporando-o, seja buscando outro. No centro do modo como a personalidade masculina negra é construída no patriarcado capitalista supremacista branco está a imagem do indomável, incivilizado, irracional e insensível

Se, por um lado, esses tecidos que constroem as masculinidades negras, possuem particularidades, de modo que “os homens negros suportam as piores imposições da identidade patriarcal masculina de gênero” (hooks, 2022, p. 34), o conceito de masculinidade hegemônica, conforme proposto por Connell (2015), dá conta de uma construção social situada nas relações de gênero que orienta práticas e comportamentos legitimados culturalmente. O modelo em questão, que também exerce influência sobre as relações interraciais, é, todavia, historicamente associado à figura do homem cisgênero e branco e estabelece parâmetros de poder e legitimidade que marginalizam outras expressões de masculinidades. Acerca dos efeitos do ideal masculino hegemônico sobre homens negros, Custódio (2019, p. 135), argumenta que “ao ter o exercício de sua masculinidade reprimido (recalcado) de reconhecimento pleno, dentro desse padrão hegemônico patriarcal branco, ele [o homem negro] a verte para um lugar inadequado de realização, transformando a não-aceitação plena em dor e sofrimento”.

É válido apontar, portanto, que por mais que as demonstrações de afeto entre Vini Jr. e Virgínia – que extrapolam os limites da convivência a dois e, nas dinâmicas das redes, ganham ares de assunto de interesse público (ambos possuem, em conjunto mais de 110 milhões de seguidores no Instagram) – sejam atravessadas por aspectos característicos das relações patriarcais, como apontamos anteriormente, elas marcam, de certo modo, um distanciamento de certas interdições impostas às masculinidades negras. Há, portanto, no contexto aqui analisado, algumas fraturas (ainda que haja um reforço de uma estrutura maior, a da cisheteronormatividade e da heterossexualidade compulsória) que precisam ser pontuadas. Uma análise interseccional do caso nos permite identificar, paradoxalmente, reproduções de comportamentos característicos da organização patriarcal e, ao mesmo tempo, tentativas de desviar das imposições e dos estigmas que essa mesma organização social impõe a indivíduos racializados. 

Notas finais

A fusão entre as esferas pública e privada, intensificada pelas plataformas digitais, estabelece um processo de midiatização do âmbito pessoal que compõe a trajetória do jogador e da influenciadora, na medida em que a exposição do relacionamento passa a ser conteúdo nas redes sociais e debate entre o público. Como aponta Sibilia sobre as relações afetivas na contemporaneidade, “tudo aquilo que antes concernia à pudica intimidade pessoal tem se “evadido” do antigo espaço privado, transbordando seus limites, para invadir aquela esfera que antes se considerava pública.” (Sibilia, 2010, p. 53). O caráter transmidiático da espetacularização das relações potencializa, portanto, o interesse tanto de marcas em campanhas publicitárias, quanto das mídias digitais, sobretudo em função do engajamento que estas narrativas são capazes de mobilizar. 

O protagonismo do Vini Jr. na campanha da Bet Nacional no momento oportuno de divulgação do relacionamento evidencia o caráter mercadológico das relações no capitalismo afetivo (Illouz, 2011). Contudo, os conteúdos são atravessados por estereótipos de gênero historicamente construídas, ao estabelecer um diálogo entre a construção das masculinidades e as expectativas de gênero ancoradas na heteronormatividade. Apesar de promover um distanciamento de imposições à masculinidade negra, a midiatização do relacionamento interracial entre Vini Jr. e Virgínia ainda é atravessado pela “desumanização sexual” (hooks, 2022) e por discursos estereotipados. 

Nesse contexto, ao considerar que a midiatização da relação afetiva se articula a interesses mercadológicos e à reprodução de expectativas de gênero, a afetividade passa a operar como um dispositivo articulado ao capitalismo contemporâneo. O futebol e as plataformas digitais, por sua vez, configuram-se como lugares de produção de sentidos, reproduzindo e colaborando com a perpetuação de hierarquias de gênero através de narrativas baseadas em performances de masculinidades e feminilidades. 

REFERÊNCIAS

CARNEIRO, Sueli. Enegrecer o feminismo: a situação da mulher negra na América Latina a partir de uma perspectiva de gênero. In: Ashoka Empreendedores Sociais e Takano Cidadania. Racismos contemporâneos. Rio de Janeiro: Takano, 2003.

COLLINS, Patrícia Hill; BILGE, Sirma. Interseccionalidade. São Paulo: Boitempo, 2021. 

CONNELL, Raewyn. Masculinidades. Tradução de Irene Artigas e Isabel Vericat. 2. ed. México: Universidad Nacional Autónoma de México, Programa Universitario de Estudios de Género, 2015.

CUSTÓDIO, Tulio. Per-vertido homem negro: reflexões sobre masculinidades negras a partir de categorias de sujeição. In: RESTIER, Henrique; SOUZA, Rolf Malungo de (org.). Diálogos contemporâneos sobre homens negros e masculinidades. São Paulo: Ciclo Contínuo Editorial, 2019. p. 131–161.

FANON, Frantz. Peles negras máscaras brancas. São Paulo: Ubu Editora, 2023.

HALL, Stuart. Cultura e Representação. Rio de Janeiro: Editora Puc Rio, 2016. 

HOOKS, bell. A gente é da hora: homens negros e masculinidades. São Paulo: Elefante; 2022.

ILLOUZ, Eva. O amor nos tempos do capitalismo. Rio de Janeiro: Editora Zahar, 2011. 

LAURETIS, Teresa de. A tecnologia do gênero. In: HOLLANDA, Heloisa Buarque de (org.). Tendências e impasses: o feminismo como crítica da cultura. Rio de Janeiro: Rocco, 1984. p. 206–242.

PINTO-COELHO, Zara; MOTA-RIBEIRO, Silvana. O reino do casal heterossexual na publicidade: uma análise sociosemiótica das estratégias visuais e das inscrições discursivas. Comunicação e Sociedade, Braga, v. 21, p. 205–214, 2012.

SIBILIA, Paula. Celebridade para todos: um antídoto contra a solidão? Ciência & Cultura, Campinas, v. 62, n. 2, p. 52-55, 2010.

WOLF, Naomi. O mito da beleza: como as imagens de beleza são usadas contra as mulheres. Tradução de Waldéa Barcellos. Rio de Janeiro: Rocco, 1992.

ZANELLO, Valeska. Saúde mental, gênero e dispositivos: cultura e processos de subjetivação. Curitiba: Appris Editora, 2018.

ZEISER, Anne. Transmedia marketing: from Film and TV to games and digital media. Boca Raton: CRC Press, 2015.

*Esta resenha foi produzida como atividade da disciplina Comunicação, Esporte e Gênero ofertada no modelo interinstitucional (PPGCOMs da UFMG e da UFPE) no semestre 1 de 2026 pelas professoras Ana Carolina Vimieiro e Soraya Januário.

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